Por falar em malucos

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Coreia do Norte e do Sul trocam tiros. Diz que o concelho de Loures está a promover um armistício para ser assinado no Pavilhão Paz e Amizade.


Que a Força esteja contigo, Vladimir

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Darth Vader é candidato à presidência da Ucrânia, um país agora ameaçado por dois imperadores. Segundo um comunicado do Partido Ucraniano da Internet, “depois de ter ganho as primárias internas de forma esmagadora, o camarada Vader será o candidato do partido”. Em Novembro de 2013, juntamente com as suas stormtroopers proclamou-se presidente da câmara de Odessa. Pediu também um parque de estacionamento para a sua nave espacial.


There’s a whole lot of shaking going on

Primeiro-ministro francês demite-se e é substituído por Manuel Valls. Aquele dos ciganos. Não deve ter nada a ver com o bom resultado eleitoral da Frente Nacional. E pensar que Hollande já foi a salvação do mundo.


Estado-Providência para arianos

Durante 100 anos, a Suécia perseguiu e esterilizou ciganos. Se fosse só isso. Já há muito que se sabe, mas pouco se fala, como foram tratados os lapões, uma espécie de índios do Ártico, no paraíso escandinavo: exactamente como os índios da América. A História é sempre uma coisa tão complicada…


Pas d’ennemis à droite

Parece que o “salvador da Europa” continua a ser arrastado por um cavalo a alta velocidade através de uma estrada pedregosa. E que a Frente Nacional obtém resultados históricos, muito provavelmente em antecipação do que vai acontecer nas “europeias”. Mas talvez o mais interessante seja a transição de voto, da esquerda para a Frente Nacional. O Le Monde, num editorial sobre as eleições municipais de ontem, chora a entrada da FN em terreno historicamente socialista e comunista:

Qui aurait imaginé, ainsi, que les candidats de ce parti puissent un jour se maintenir au second tour à Saint-Brieuc, Lorient ou Limoges ? Dans ces villes où il réalise des scores historiques, de même qu’à Carmaux, fief de Jean Jaurès, ancré à gauche depuis plus d’un siècle, le FN n’a certes aucune chance de l’emporter. Mais il s’installe durablement dans le paysage, élargissant sa base sociologique et son ancrage géographique, deux objectifs essentiels dans la stratégie de « banalisation » du parti décidée par sa présidente.

E constata:

Pour l’extrême droite, le succès va toutefois bien au-delà du trophée que représente pour elle la victoire à Hénin-Beaumont. Car derrière cette prise de guerre, il y a la vague de fond, cette poussée inédite par son ampleur qu’elle réalise dans nombre de villes grandes et moyennes du sud de la France (Marseille, Fréjus, Perpignan, Avignon, Béziers) ou, fait plus étonnant, dans de vieilles municipalités socialistes situées dans des territoires traditionnellement rétifs au FN.

Só que é tudo mais complicado. A FN foi, em grande medida, uma invenção de Miterrand para minar a direita tradicional. Agora, a criatura devora o criador. Pois…


Continuam a florir as primaveras árabes

529 membros da Irmandade Muçulmana condenados à morte no Egipto.


Killing me softly

Nova procuradora-geral da Crimeia. Pois, assim também eu me deixava invadir:


Há bens que vêm por mal

Turquia bloqueou acesso ao twitter.


Too big to fail ou cheira a esturro

Primeiro-ministro garante que “o Governo não tenciona intervencionar mais bancos”. Mas admitiu que, “se por ventura fosse necessário, estamos em condições de o poder fazer. Se isso for necessário, o Governo português não permitirá, para a economia portuguesa, o risco de poder vir a ter uma crise bancária.” Eis o tal “neoliberalismo”, pronto a nacionalizar. Sendo que a repetição de que os problemas não existem é capaz de ser sinal de que existem mesmo. Não eram os princípios da união bancária de Dezembro do ano passado que iam quebrar o vínculo entre problemas bancários e dívida pública? Não eram os accionistas que assumiam primeiro as dificuldades, depois os maiores depositantes e, enfim, instituições europeias? Another BANIF anyone?


There is a light that never goes out

Não se julgue que é apenas a Alemanha e a Ucrânia. Toda a gente tem a sua Rússia, com ameaças separatistas e tudo: “as luzes de Inglaterra apagar-se-iam sem a energia renovável da Escócia”, diz o ministro escocês da Energia. E ainda falta o petróleo.