Fantasias

Pretende agora a UE dizer-nos que, no futuro, bancos falidos serão tratados como qualquer outra empresa falida, com uma ordem de precedência na responsabilidade pelas perdas (entre accionistas, credores e depositantes) em que o Estado não entra. Não me parece. Aparentemente é verdade, mas a coisa tem de ser entendida no contexto europeu. O que estas regras significam é que bancos falidos não vão ser apoiados pelos fundos europeus. Ou seja, estados estrangeiros não se vão co-responsabilizar por bancos falidos de um determinado país. Até aqui tudo bem. O problema é que os estados nacionais (aposto singelo contra dobrado) não vão resistir a salvar os bancos do país. Imediatamente se criará um problema de contas públicas, que terá de ser lidado através de um empréstimo pelos fundos europeus, associado a um dos famosos “programas de ajustamento”. Uma coisa género BANIF. Em suma: é preciso que tudo mude para que tudo fique na mesma.

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