Investefoment

Não havia dinheiro, mas agora parece que há: uma quantia ainda indeterminada de receita do IRC desaparecerá, em nome da “política do crescimento”. O erro desta “política”, a que agora o Governo aderiu depois de andar anos a ridicularizá-la, é bastante simples: ou o crescimento nos ajuda a ter uma posição de pagamentos internacionais equilibrada ou voltamos onde estávamos antes da crise. Crescer sem que o crescimento implique uma qualquer forma de reequilíbrio externo (seja por exportações, seja por atracção de investimento estrangeiro) é garantia da necessidade de um novo “ajustamento” logo a seguir. Não se percebe qual o efeito do “supercrédito fiscal” nesta história. Gaspar diz que ele é “não selectivo”, mas selecciona apenas investimentos inferiores a 5 milhões de euros. Por outro lado, diz que todas as empresas são “elegívieis”. Quererá “elegíveis” dizer que se candidatam ao crédito e depois o Governo escolhe? Ele acha que são as dos “sectores transaccionáveis” que vão beneficiar. Porquê? Porque o Governo as selecciona ou por mera fezada? Deve ser mais uma reforma estrutural.

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