O vírus de Chipre

O problema dos receios de infecção dos bancos portugueses pelo “vírus de Chipre” não é bem se é verdade, mas se é credível. Até Março deste ano não era. A partir da crise de Chipre passou a ser.

Toda a gente (enfim, quase…) deveria ter receio da solução cipriota, entretanto reafirmada como passível de extensão a outros países. Por um lado, porque por lá a trapalhada está bem viva (com controlo de capitais e tudo). Por outro, porque o esquema utilizado pouco mais foi do que um mecanismo de concentração bancária (com os bons activos passados do Banco Laiki para o Banco de Chipre, e os maus ficando no Laiki) decidido de forma administrativa e operacionalizado por uma espécie de imposto sobre depósitos. Percebe-se assim melhor que um administrador de banco (Ulrich, do BPI) tenha olhado para a solução com bons olhos. Em princípio, ela deveria corresponder à destruição da confiança no sistema bancário. Mas se o nosso banco for beneficiário da transferência dos bons activos de um rival que seja administrativamente encerrado, salva-se o nosso banco ao mesmo tempo que se aumenta o seu poder de mercado.

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