Jardim do Luxemburgo

Uma a uma, as soluções económicas (e sociais e políticas) que as nações democráticas da Europa construíram ao longo das últimas décadas vão sendo arrasadas pelo euro. Tudo suportado por um moralismo instantâneo de pacotilha, cujo único propósito é justificar a política seguida. Há sempre um Mefistófeles local: em Portugal, a despesa e a dívida públicas (pouco importando que a dívida privada fosse maior no início da crise); na Grécia, o país no seu todo, uma colecção de corruptos, preguiçosos e aldrabões; na Irlanda, os novos-ricos da construção e da banca; em Espanha, os bancos regionais; em Chipre, a lavagem de dinheiro dos bandidos russos. Não admira que o Luxemburgo se mostre preocupado com os comentários do presidente do Eurogrupo de que sectores bancários sobredimensionados devem ser reestruturados. A continuar assim, não vai sobrar pedra sobre pedra. Eu sei quem agradece: Suiça e Inglaterra, por exemplo.



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