Um espetáculo abjeto

O Brasil adiou para 2016 a adoção completa do acordo ortográfico. Saloios perante a Europa, também o somos perante a lusofonia. A nossa receção ao Acordo Ortográfico é quase tão má quanto a recessão por que passamos. Somos o único grande país lusófono a adotá-lo por completo: nem Brasil, nem Angola, nem Moçambique (nem Guiné-Bissau, S. Tomé e Príncipe e Timor-Leste, de resto). O ato de o adotarmos, enquanto o Brasil não ata nem desata, transforma-nos em espetadores de um espetáculo em que nos espetam o contrato (bem enroladinho) no suave reto. É abjeto.