União das bananas

O tratamento da Itália como uma república das bananas, cuja legitimidade eleitoral não merece respeito, mostra mais sobre a UE do que sobre a Itália. Por mais que custe, o primeiro-ministro legítimo deveria ser Berlusconi. Monti é uma situação anómala, resultante de uma espécie de golpe de Estado secundado por Bruxelas. Monti é mais representativo de degradação política do que Berlusconi.  Agora caberá aos italianos decidir quem os governará. A visão daquelas três personagens de ficção a receberem o Prémio Nobel (um presidente da república que não é, um primeiro-ministro que não é, um presidente do parlamento que não é) revela uma união das bananas (calibradas e normalizadas, naturalmente, de acordo com a respectiva directiva europeia).

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