Regresso ao colégio

Bons tempos: em 2004, escrevia eu num blog da direita comandado pelo meu querido amigo Mascas e discutia-se a eleição americana (Bush vs. Kerry). O objecto de ódio da esquerda nesses tempos era o colégio eleitoral: em 2000, Bush tinha ganho com menos votos no conjunto da população, mas com mais (à rasquinha) no colégio eleitoral (o célebre episódio da recontagem de votos na Florida). Em 2004, voltava a falar-se da “fraude” do colégio eleitoral, imaginado-se uma repetição de 2000. As discussões que não ferviam! O que não me chamaram (“fascista”? “Neoconservador”?) por tentar dizer modestamente que o colégio eleitoral é uma condição de existência dos Estados Unidos da América enquanto federação. No colégio, os estados pequenos estão sobre-representados, muito para lá do seu peso proporcional em termos de população. Na ausência do colégio eleitoral, todas as eleições se decidiriam na Califórnia (ou na Califórnia, no Texas e em Nova Iorque, vá lá). Em 2004 foi limpinho, porque Bush ganhou o voto popular por qualquer coisa como 51%-49% e ainda o do colégio eleitoral. Parece que este ano Obama pode ganhar no colégio perdendo o voto popular. Lá que era divertido era.



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