A escuta é a continuação da política por outros meios

Momento político que se preze não passa, em Portugal, sem a sua escuta. Agora foi o primeiro-ministro em cavaco com Ricciardi. Quem ainda não terá sido escutado? Já me devem ter ouvido mandar os meus filhos ir ao supermercado. Dir-se-á que há aqui uma desproporção: tanta escuta e tão pouca condenação, exceptuado o ocasional Oliveira e Costa. É um erro: a escuta não serve para provar nada em tribunal, serve para um dia aparecer no jornal e manter o alvo da dita refém de outrem. Em Portugal, a escuta é apenas um pedaço de lama.

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