Viver acima das possibilidades

Parece enfim ter sido assumido que o jornal Público vive acima das suas possibilidades: aproximadamente um terço dos jornalistas será despedido, para além de outros funcionários. O Público sempre viveu acima das possibilidades, por vezes de forma obscena. Quando, lá pelos anos 90, me disseram o ordenado de alguns jornalistas custou-me a acreditar. Disse obsceno? Era pornográfico. O Público sempre dependeu da benemerência da SONAE, a qual segundo me parece nunca tirou grande benefício do facto. Até pelo contrário: com uma redacção que parece saída de jornais como o Combate ou o Luta Popular, é de admirar a paciência do mecenas, que aliás ainda não desistiu da ideia – apenas a quer tornar um bocadinho menos perdulária.

O Público também faz parte do mundo “acima das possibilidades” que se vai desfazendo diante dos nossos olhos por estes dias, o mundo dos cursos de formação para aeródromos (juro! Vem no Público hoje), do Centro Comercial Colombo, do Miró na cave de Oliveira e Costa. Não é caso para preocupações: já se está a criar outro. Ou julgam os ingénuos que agora é que vamos “limpar isto” de vez?

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