Vejam bem

O chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, general Luís Araújo, disse no outro dia que “nós [os militares] somos seres humanos, temos sentimentos, temos família, nós temos alma. Nós temos participado no esforço de arranjo das contas públicas portuguesas, não podia ser de outra forma. O que não quer dizer que sejamos submissos. Estamos atentos. Somos cidadãos”.

São cidadãos, mas não cidadãos quaisquer. São os cidadãos a quem o soberano (na nossa ficção representativa, o povo) concedeu o monopólio da força efectiva legítima, justamente para o defender, em princípio de ameaças externas. Se essa força é usada internamente, então é porque vêem o soberano ameaçado por dentro, por traidores à sua vontade. Eles que vejam bem.

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