Era uma vez

Nos 50 anos do discurso de Ludwigsburgo, a chanceler Angela Merkel “evocou” o general De Gaulle. Poderia também tê-lo invocado e parece-me que o fez mesmo. Tudo em nome da amizade franco-alemã e da “união do europeus”. O discurso de Ludwigsburgo, se iniciou a definitiva reconciliação da França e da Alemanha, inaugurou também um dos períodos mais “eurocépticos” (como se diz hoje) do general: em 1963 vetou a entrada da Grã-Bretanha na CEE e durante anos seguiu uma política de bloqueio das decisões, chamada da “cadeira vazia”. Era o general campeão da “Europa das pátrias” e do anti-“supranacionalismo”. Do outro lado, Adenauer era o contrário. Hoje está tudo trocado. É verdade que o “gaullismo” de Merkel é o “gaullismo” da carteira. Mas julgo que o gaullismo de De Gaulle também incluía esse. É aí que todas as pátrias começam (e acabam…).



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