Momento Santana?

Passos está transformado no bombo da festa de muita gente. Gente que, por paradoxo aparente, depende da permanência dele para se salvar.

António José Seguro votará contra o Orçamento, mas logo se apronta a dizer que “não tem pressa” de chegar ao poder. Não admira: se o Governo caísse, corria o risco de ter de ser o PS a apresentar um Orçamento brutal. Mais vale que passe o do Governo e que Passos o vá executando até ao último estertor.

Luís Filipe Menezes e os autarcas do PSD pedem ao Governo que recue na TSU e que a coligação “se entenda”. O pior que lhe(s) podia acontecer era o Governo cair agora, deixando o PSD em frangalhos para as autárquicas do ano que vem. Pelo menos mais um aninho de vida seria conveniente.

O CDS e os “senadores” do PSD gostam de mostrar a sua “consciência social” mas também sabem que se o Governo cair terão sido eles os fautores da queda. Daí os pedidos de “recuo” e de manutenção do Governo.

Passos Coelho só tem uma maneira de lidar com isto: sair e desejar a esta gente toda boa sorte. Ficar nestas condições será o seu momento Santana: governar com trela (como se não bastasse a da troika).

E a verdade é que Passos até é capaz de lhes fazer a vontade: foram muitos anos de Massamá, de Opel Corsa e de férias na Manta Rota a preparar o momento. Não pode esfumar-se tudo em 15 tristes meses.



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